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Massagem para bebés

OBRADOIRO DE MASSAGEM PARA BEBÉS

Convidamos todasas pessoas interessadas a participarem nasessom  do obradoiro, sem compromisso

Início:Sábado,dia 20 de outubro

Duraçom:5 semanas consecutivas (1 sessom por semana)

Preço: 80 euros/família

Lugar: SEMENTE

r/Salvadas47 (zona de Vista Alegre)Compostela

 

Imparte: Belén Piñeiro Álvarez, Pedagoga e Educadora de Massagem Infantil

629886393

belenpinheiro@gmail.com

O vírus nom puido com nós!

 

Esta semana foi mui estranha por causa dum vírus que chegou á Semente. Aínda assi, figemos muitas cousas!

Elaboramos entre todas e todos umha representaçom a pequena escala dumha praia, com area de verdade! Umha praia em Compostela!

E falamos e falamos e estes días finais de adaptaçom, numha das assembleias, estivemos a recordar as nossas férias: onde estivemos, que figemos, com quem…
Pichelinho apressentou-nos á sua família com a que estivo no Curdistám. Em Curdistám falam curdo e para dizer Obrigada ou obrigado dizem Spas!

Sabiades que há nenas e nenos que tenhem duas mais? ou dous pais? ou que vivem só com a sua mai? ou com a avoa? Pois esta semana estivemos a ler um par de contos que falam de tipos de famílias para introducir diferentes actividades. 

 Tamém elaboramos bonequinhos com cartolina e clips para representar a nossa família própria.


Jogamos a facer familias com a caixa das sorpresas onde achamos um pouco de todo: famílias por cores, por materiais, segundo sejam naturais ou artificiais…


Tamén construímos um prédio entre todas e todos!

E que mais? Pois muitas outras cousinhas:
Tocou-nos fazer a colheita pois as pipas do girasol apodreciam e as cabaças tamém. E por fim pilhamos um rato que levava tempo comedo-nos o milho, figemo-lo com umha armadilha  que consistia num balde de plástico fondo com presunto. O rato cae e logo nom dá saído. Colhemo-lo e fomo-lo ceivar á outra beira do Sarela.

O Bruno achegou-nos parte dum esqueleto de baleia que nos valerá para introducir um tema a semana que vén. Contou-nos a história dumha baleia que varou na Costa da Morte e como pouco a pouco foi ficando só o esqueleto!

 
E continuamos a construír histórias com pictogramas!

A sexta, aproveitando o bo tempo, fomos ao parque  conhecer o nosso bairro que, por certo, tem um nome bem bonito: Vista Alegre!
Ai,si! e esta semana tamém tivemos a nossa primeira juntanza de nais e pais para falar de muitíssisssiiiiiimas cousas! Mas essa é outra história que tamém vos iremos contando…

 

Celso conta contos na Semente!

 

Entusiasmante! Marabilhudo!

Celso, Celsinho, Celso Fernández Sanmartín, o home que fala marabilhando, começa a contar contos na Semente!

Começará contando as terças feiras (martes) ás 17.30.

A vindeira semana nom podemos faltar!

Quem é o Pichelinho?

No primeiro dia, a Semente recebeu-nos com umha sorpresa: na caixa de correios, um pacote com um selo dum país mui mui afastado, Curdistam. No seu interior as crianças descobrérom o Pichelinho, um novo amigo.

Pichelinho está inspirado no logo da Gentalha do Pichel, e o seu nome lembra o alcume popular d@s compostelan@s: Picheleir@s.

Pichelinho apresentou-se com um grande sorriso e um estranho sotaque na fala:

-Querro aprender a falar galigo. Querreis ajudarr-me? E as nenas e os nenos da Semente, os que sempre falam galego, as que falam galego quase sempre e as que falam quase sempre castelám dixérom-lhe que si: Vamos ajudar-te a falar como nós! Depois, os nenos e as nenas mostrárom-lhe os diferentes lugares da Semente ao novo amigo e aprenderom-lhe as primeiras palavras:

–          Este é o banho…

–          E isto com se chama?

–          É o grifo…

–          Si?

–          Bilha, é a bilha!

Pichelinho quer aprender a falar como nós e nós vamos aprender-lho. Ademais, Pichelinho também nos dixo que el vai aprender-nos algumhas palavras que vaia aprendendo.

Reflexom

A Semente é um centro fundamentado numha das raízes da criatividade: a diversidade. E a diversidade de actitudes, competéncias e usos lingüísticos caracteriza -como nom podia ser doutro jeito num contexto social de conflito lingüístico e cultural- as crianças que participam neste projecto.

Os primeiros dias é importante ir construíndo os caminhos da nossa identidade, das nossas identidades. E umha delas é a identidade lingüística. Semente quer construír-se como um espaço galeguizador com dinámicas grupais e individualizadas favoráveis e transformadoras a respeito das motivaçons, actitudes e afectos, os conhecementos e competéncias e os usos na nossa língua. Pichelinho aparece como um personagem cotiá que, no imaginário infantil, na realidade fantástica das crianças, facilita o cámbio lingüístico das nenas castelám-falantes, melhora as competéncias lingüísticas e activa actitudes sociolingüísticamente proactivas.  É, em termos de dinamizaçom lingúística, um facilitador.

Na Semente queremos aprender gozando, e gozar aprendendo. E queremos aprender a mudar a realidade. Pichelinho hoje conseguiu dar um grande passo: abrir um espaço para a expressom em galego, -um espaço de seguridade, espontaneidade e certa normalidade-  numha criança habitualmente castelám-falante. O primeiro dia de aulas, todas as crianças fôrom profes de língua.

Benvido á Galiza, Pichelinho!

Falar entre iguais

Na Semente estamos a criar discurso e pratica a respeito do proceso educativo em geral e educadoras, mais e pais e persoas colaboradoras estamos a reflexionar e pór-nos em acçom a respeito da situaçom da nossa língua.

Porque a Semente é um espaço plural, complexo, que forma parte da nossa sociedade, nestes primeiros dias de curso estivemos a reflexionar sobre os usos e as actitudes lingüísticas das crianças. E as formas de intervençom educativa.

Numha sociedade em conflito lingüístico o espaço escolar é decisivo á hora de criar procesos de aprendizagem lingüística e sociolingüística.

Umha das ideias força na pedagogia social de cara á aprendizagem socio-cultural e educativa é o que se denomina “exposiçom a modelos”. Num proceso social –sociocriativo- a Escola tem umha importáncia fundamental á hora de se mostrar como um modelo de normalidade e de dinámica normalizaçom.

O professorado, o persoal nom docente, os pais e nais e outros agentes que intervenhem no espaço escolar oferecem-se como modelos especialmente relacionados com a autoridade e a formalidade. É o mundo das persoas adultas, cheio de  modelos de transmisiom de valores, conhecementos e comportamentos.

Mas as crianças –afortunadamente- nom só constroem o seu proceso socializador, educativo e de formaçom de jeito mais ou menos formal convivendo com as persoas adultas. As crianças tamém adquirem valores, conhecementos e prácticas interrelacionando entre si, entre iguais. As crianças aprendem umhas das outras a ser, a saber, a fazer, a pensar, a falar.

A respeito do conflito lingüístico na escola, a interrelaçom no mesmo espaço de crianças com diferentes actitudes, conhecementos e usos lingüísticos em galego conduce de jeito espontáneo á socializaçom dos diferentes modelos sociolingüísticos, entre os que se acham os que favorecem a transmisiom de prejuíços lingüísticos e os comportamentos diglósicos.

Numha situaçom como a da Semente, com nenas castelam falantes habituais a conviver con nenas galego-falantes habituais, para favorecer a adquisiçom de valores, conhecementos e prácticas lingüísticas favoráveis á normalizaçom lingüística do galego, é importante desenhar estratégias para o uso do galego tamém nas relaçons informais, entre as próprias crianças.

Algumhas actividades dirigidas, programadas polas educadoras, terám como objectivo favorecer que as crianças castelám-falantes comecem a falar galego com as suas companheiras e companheiros. Estas dinámicas som especialmente importantes para os primeiros dias do convívio.

Cumpre ter em conta, ademais, que alem do trabalho na própria escola, é importante a participaçom das nais e os pais, especialmente com aqueles que nom som galego-falantes habituais, para que, no entorno familiar, informal, fornezam ás suas filhas e filhos de actitudes e comportamentos positivos cara á nossa língua.

As duas primeiras semanas do ano 2011-2012

Pois aqui estamos!

Acabamos as duas primeiras semanas na Semente!

Na  primeira semana todo foi muito melhor do que aguardavamos!

As crianças começarom a adaptar-se bem e rápido, pois o trabalho prévio ajudou muito: a acampada com as mais e os pais, os momentos de convívio…

A chegada do Pichelinho -como já contamos-  foi mui bem recibida e vem-se os primeiros frutos do labor de normalizaçom da língua.

 

Por outra parte, na primeira semana nom quigemos fazer atividades expresamente dirigidas para que as crianças tivessem tempo de relacionar-se a vontade. Estam-se criando vínculos por parelhas que ajudarám a dar seguridade á hora de ampliar a rede.

E temos umha nova educadora! Benvinda, Marga! Logo na segunda semana começamos a intervir com dinámicas mui variadas… E despois de dez dias na Semente, podemos dizer que o período de adaptaçom das dez crianças está quase superado para o groso do grupo, ou quando menos a primeira fase.

Com @s educador@s, Badu e Marga, e o nosso colega Pichelinho, na segunda semana continuamos com as atividades propostas relacionadas com o conhecemento do espaço e o conhecemento do grupo.

O Pichelinho propuxo-nos várias actividades:

Através dum jogo de pistas que nos levou polos espaços todos da escola, tivemos que achar a Pichelinho, que andava perdido e que finalmente apareceu.

 

Aprendemos um trabalínguas que nos apresentou Pichelinho ajudando-nos de pitogramas.Figemos um desenho onde Pichelinho fixo de modelo con aguarelas.

Pichelinho explicou-nos que nom só as persoas falam idiomas diferentes nos diferentes lugares do mundo, senón que tamém os animais tenhem as suas próprias formas de falar. Com a cançom “Minha avó tinha um cam”, o livro Animals Speak, -sobre como falam os animais segundo as línguas do mundo-, um poema de Pedro Dinis e outros materiais, soubemos, entre outras cousas, que as ovelhas meam, mee, mee, que os gatos miam, miau, que o galo cocorica ou que a galinha cacareja.

A identidade da Semente enraíza na sua condiçom de projecto comunitário, popular, a formar parte do tecido social e de aí que um dos seus grandes valores seja a participaçom no projecto de colaboradoras e colaboradores. Nacho, que é biólogo e profe, achegou-se á Semente com uns coelhinhos que ficarom orfos e que el está a criar.

As crianças, Nacho, Badu e Marga puidemos dar-lhes de mamar com uns biberóns especiais para animais.

 

Obri, Nacho! Nestas duas semanas trabalhamos arreu na horta, sobre todo Artur, que aprendeu a desbroçar com o seu avó e tem muita prática, e mais figemos algúns jogos como o de lançar as peças de madeira ao aro, á bomba, e participamos noutras dinámicas de apresentaçom.Tamén jogamos com a música a jogos como o das cadeiras, e ao parar a música, atopar quem está tocando a melodia. A sexta feira construímos umhas lapiseiras para a Semente bem chulas!E desde a quinta estamos todas e todos pois chegou Akin. E Aroa, que vive no bairro, está quedando regularmente. Dez é um bo número! Beijinhos a todas e todos.