SEMENTE SECUNDA A GREVE FEMINISTA PORQUE É DE JUSTIÇA!!!

Semente trabalha sempre olhando para ao futuro. Temos entre nós muitos futuros possíveis que cada dia nos olham nos olhos com alegria, observam os nossos movimentos com curiosidade ou procuram respostas em cada um dos interrogantes que nos colocam.

A justiça está sempre presente, atrás dum brinquedo abandonado na areia e reclamado por várias crianças, agachado entre a experimentaçom partilhada entre umha nena e um neno, prendida na coroa improvisada dumha nena que pergunta sobre o que hai que fazer para ser princesa de verdade, no capacete da cosmonauta Valentina Tereshkova ou na imersom linguística que caracteriza o centro.

Tentamos que as sementes medrem sentindo que a justiça é o guia que fará que cheguem ao futuro carregadas de frutos que alimentem umha sociedade melhor.

Sabemos que um futuro melhor é possível,acreditamos numha sociedade mais justa a todos os níveis e sabemos como consegui-la. A fórmula mágica é o FEMINISMO, por isso nos declaramos feministas, porque sabemos que é a resposta a um outro mundo possível, porque acreditamos que é de justiça que as persoas sejamos igualmente consideradas independentemente do lugar de procedência, do sexo atribuído ao nascer ou da própria identidade de género.

Secundamos a greve do 8M porque é de justiça.

É de justiça que a violência simbólica que normaliza e permite que os nenos ocupem mais espaço nos lugares de jogo seja eliminada.

É de justiça que nos filmes para crianças as mulheres que apareçam sejam mulheres diversas em todos os aspectos, com diversidade de corpos, de opçons sexuais, valentes, alegres e arroutadas.

É de justiça eliminar os materiais onde só aparecem personagens masculinas ou mulheres caracterizadas como submissas, e estereotipadas em qualquer ámbito.

É de justiça que o feito de ser meninha nom implique maior possibilidade de ser agredida, violada ou morta.

É de justiça que as meninhas sejam educadas contar as agressons de que som objecto e acusar as persoas que desenvolvem estas agressons.

É de justiça educar para que os meninhos saibam que NOM sempre significa NOM e PARA sempre significa PARA DE IMEDIATO.

É de justiça que a industria têxtil tenha em conta a diversidade de actividades que as crianças podem desenvolver independentemente do seu sexo.

É de justiça que a religiom seja excluída dos currículos escolares.

É de justiça que se penalice a publicidade onde se perpeteem os papéis tradicionais perniciosos para o desenvolvimento das persoas.

É de justiça assignar aos nenos roles de cuidado.

É de justiça que se avalie positivamente a capacidade de mando nas nenas.

É de justiça ensinar aos nenos a estar num segundo plano, valorizando, respeitando e assumindo o protagonismo das nenas com atitudes positivas para as actividades que desenvolvem e com as suas personalidades.

É de justiça que as nenas sejam visibilizadas em todos os ámbitos da sociedade.

É de justiça que os livros e outros materiais visibilizem e valorizem o papel das mulheres.

É de justiça trabalhar na reassignaçom do lugar dos nenos dentro do ámbito em que se desenvolvem para converti-los em aliados do feminismo.

É de justiça deixar de facilitar ás nenas e nenos elementos que perpetuem os seu roles tradicionais na sociedade.

Sabemos que os estereótipos assumidos desde mui cedo na infáncia condicionarám toda a vida das nossas crianças. Na Semente temos a certeza de que hai que oferecer novos modelos de masculinidade que impliquem a possibilidade de realizaçom plena para todas as persoas.

Os pequenos gestos no dia a dia som mui importantes, mas precisamos da visibilizaçom da consciência feminista global para conseguirmos umha sociedade mais justa.

Sempre o exemplo é mais importante que o conselho. Declaramo-nos feministas e é por isso que secundamos a greve de 8M.

Se és home e luitas pola justiça social, o teu papel está ao lado do feminismo. Qual é o teu papel no 8 M:

Substituir as tuas companheiras que secundam a greve, facilintando que podam acudir às concentraçons.

Desenvolver tarefas que deverias assumir diariamente mas que por qualquer que seja a causa, nom o fás e som realizadas por mulheres.

Colocar-te ao final da concentraçom com o teu filho explicando-lhe que o seu lugar é esse, deixando que as nenas e mulheres sejam as protagonistas.